Web 2.0
WebSite de um hotel – Conteúdos
Terça-feira, Julho 21st, 2009 | Web 2.0 | Comente!
Bom dia a todos. Peço desculpa pela ausência, mas tenho andado a mil à hora! Mas hoje, finalmente consegui um tempinho para escrever.
Hoje irei reflectir um pouco sobre um assunto com o qual me debato diariamente. Que conteúdos deve ter um website de um hotel? Muitas vezes me confrontei com a ideia (a meu ver errada) que o site de um hotel deve apenas reflectir as ofertas e características do dito hotel.
Para mim, essa ideia está errada! Desmintam-me se quiserem e mostrem-me se e porque estou errada, mas a minha ideia de site no contexto de hotelaria é um pouco diferente da maioria.
Começo com uma pergunta: O que pensamos primeiro, quando decidimos que vamos de férias? Resposta: o DESTINO, ou seja, primeiro decido que e quando vou de férias e logo depois penso no destino das minhas férias.
Ora, neste contexto, o que falta na grande maioria dos sites dos hoteis é informações mais concretas sobre a região onde estão inseridos. Não basta dizer que o hotel se situa a “X” km de tal sítio, perto da praia, que na região pode fazer isto e aquilo (em duas ou três linhas), etc…
Falta em muitos sites uma descrição mais completa da região, as actividades que se podem realizar, o que pode fazer, que tipo de experiências pode usufruir no local, onde pode sair à noite, o clima, festas e romarias, aspectos próprios da cultura local, e muitas outras coisas…
Não gostaria de falar em nenhum site em particular, mas para exemplificar e dado que a liberdade de expressão está incutida na sociedade, vejamos o site do Hotel Baía, em Cascais, www.hotelbaia.com. Efectivamente tem um tópico “Localização”, MAS ao clicarmos lá o que nos aparece? Três linhas e meia que dizem apenas:
” A cerca de 30 km do Aeroporto de Lisboa por auto-estrada, o Hotel Baía fica situado no centro de Cascais frente à praia dos pescadores e marina, dispondo de uma soberba vista sobre o Oceano. Pela sua localização central é possível visitar a pé os principais pontos de interesse, sejam eles desportivos (Golfe, Ténis, Vela, etc.) ou culturais (Museus, Centro Cultural Cascais, etc.). “
Ora bem…apenas refere os km de distância de Lisboa (o que é importante com toda a certeza, mas não o suficiente). “Principais pontos de interesse”…mas quais são?? Contudo, tem um outro tópico “Arredores” que tem um mapa no qual estão assinalados alguns pontos de interesse do local, mas mesmo assim não tem grande informação sobre os mesmos, apenas tem uma imagem e uma brevíssima descrição.
Não quero dar a ideia que só este site está incompleto, como este há muitos outros e talvez ainda piores. Poderão consultar o site do Resort 5 estrelas da Quinta da marinha, www.quintadamarinha.com e verão outro mau exemplo…
Desafio-vos a investigar e partilhar os maus e os bons exemplos de sites que encontrarem. Obviamente que é importante o site vender o hotel, mas não nos podemos esquecer que não o Hotel a maioria das vezes não é o responsável pela escolha do turista, mas sim a região no qual se insere.
Bem, por agora é tudo, até um próximo post!!
Dador para Martinha
Quinta-feira, Junho 4th, 2009 | Web 2.0 | Comente!
Olá a todos! Apesar da minha longa ausência devido à carga de trabalho que tenho tido, nao podia deixar passar em branco a notícia da confirmação de que se encontrou um dador compatível para ajudar a salvar a Martinha.
Apesar de ser uma excelente notícia, falta contudo que e menina reúna as condições ideiais para o transplante. Vamos todos pensar positivo e acreditar que ela vai conseguir porque é uma menina forte e porque agora tem uma boa razão para se agarrar à vida!
Desejo muita sorte para a Martinha e que os pais e restantes familiares não desesperem e tenham muita força!
Vamos acreditar! Até breve…
Solidariedade na Web
Segunda-feira, Maio 18th, 2009 | Web 2.0 | 1 Comentário
Com este post gostava apenas para salientar a vertente solidária da web 2.0.
É cada vez mais comum (e ainda bem!) a utilização da web 2.0 para fins solidários. Desde recolha de fundos (entenda-se dinheiro, alimentos, roupas, etc…) para famílias desfavorecidas ou qualquer outra causa social, a procura de donos para animais abandonados, mas para mim a mais importante é a procura de dadores compatíveis para casos de leucemia ou outras doenças que necessitem de dadores de plasma, medula, tipos de sangue raros, entre outros.
É bom e gratificante ver que o que muitos entendem como um “bicho de sete cabeças” e por vezes como um “monstro”, com muitos perigos, também serve para salvar vidas. Assim se vê que a web 2.0 não serve apenas para vender. Serve também para ajudar.
Falando em ajudar, o caso mais recente que tenho na memória é o da Martinha, uma menina de 4 anos que tem leucemia e que precisa de um dador. O avô da Martinha tem um blog, onde vai contando a vida da Martinha nestes últimos meses. Em http://aleucemiadaminhamartinha.blogs.sapo.pt/, poderão encontrar um avô desesperado, onde conta o que sente. A meu ver este blog é um bom contributo para todos aqueles que estão a passar pela mesma situação. Assim, a Internet acaba por veicular informações sobre a doença e acaba por gerar uma corrente de ajuda. No caso da Martinha, vários sites e redes sociais divulgaram a causa. Desde Facebook, Mundo.pt, Destakes.com, educacaodeinfancia.com, vários jornais, televisões e blogs pessoais, que inclui agora o meu.
A Internet tem muitos perigos, é verdade, mas também serve para salvar vidas. Peço a todos que tenham blogs para divulgar casos como o da Martinha, pois assim, juntos chegamos a milhares e no meio desses milhares, algum tem que se compatível e pode salvar vidas…
Peço desculpa a todos os que podem pensar que me afastei do tema central do blog, mas não resisti a salientar esta vertente solidária da internet…
E-commerce & Webmarketing para o Turismo
Quinta-feira, Maio 14th, 2009 | Web 2.0 | 3 Comentários
Estava eu a folhear uns papéis e resolvi fazer este breve apontamento sobre um seminário que assisti no âmbito da Bolsa de Turismo de Lisboa, em Janeiro deste ano. Tema: ” Turismo 2.0: e-commerce & webmarketing”, com o belíssimo orador Albert Barra, fundador e consultor na HotelJuice.
A sala estava quase cheia e o orador conseguiu prender a sua audiência, apesar de falar espanhol, até falava relativamente devagar e dava para perceber!
Tal como já abordei no post Networking 2.0, a tendência (e bem) é criar identidades corporativas em redes sociais, tais como twitter, facebook, youtube, delicious, flickr, friendfeed, linkedin, entre muitas outras.
Na sua apresentação, Albert Barra levantou uma questão pertinente: “Será melhor o Hotel falar para os seus clientes ou uma pessoa falar pelo Hotel?. Ou seja, valerá muito a pena gastar rios de dinheiro em promoção do Hotel, ou será mais inteligente utilizar a web 2.0 para estimular a partilha de informações e experiências em determinado hotel? De facto, na minha modesta opinião, quando alguém recebe no e-mail ou em casa informações sobre determinado hotel só vê se estiver muito interessado, caso contrário: DELETE ou LIXO.
Agora, imaginemos uma pessoa que quer viajar para determinado destino. A tendência actual é ir a fóruns ou redes sociais e pedir opiniões a outros utilizadores sobre onde ficar, o que fazer, onde comer, etc… Só depois de já ter uma ideia de um determinado hotel é que vê o website. Há uma clara vontade pessoal em saber experiências de outros num determinado sítio. Neste momento, a palavra do outro vale mais do que o que qualquer hotel possa dizer. Neste contexto, Albert referiu a seguinte frase que fiz questão de escrever “O que nós dizemos na net não interessa, só importa o que os usuários falam entre si”. Assim, cada hotel deve tentar ao máximo causar boa impressão e uma excelente experiência no cliente, para de certa forma aumentar a probabilidade do mesmo ir falar bem e contar a experiência vivida em fóruns. Um cliente satisfeito concerteza falará bem de nós.
Então, em jeito de conclusão, há que satisfazer os nossos clientes, qualquer que seja o nosso negócio, proporcionando uma experiência tão boa o suficiente para o cliente querer contar.
Networking 2.0
Segunda-feira, Maio 4th, 2009 | Web 2.0 | 1 Comentário
Antes demais, um pedido de desculpa por esta ausência…problemas técnicos, mas já estão resolvidos. Nestes dias que não escrevi, pensei sobre o que seria o meu próximo post. Resolvi então escrever sobre esta “febre” da web 2.0. Uns falam em web 2.0, outros internet 2.0, turismo 2.0, marketing 2.0…enfim, quase todas as áreas de negócio empregam o termo 2.0.
Mas o que é isto do 2.0? Tanto quanto sei a web 2.0 é, de uma forma muito simplista, a vertente social da web, ou seja, é a utilização das redes sociais na Internet.
Para algumas pessoas a internet ainda é um bicho de sete (ou oito) cabeças. No entanto, as marcas têm que entender que a internet é uma comunidade viva, que afecta o comportamento dos consumidores e que, por isso têm que se adaptar a esta nova realidade, sob pena de não sobreviverem.
Na revista marketeer, de Fevereiro de 2008, no estudo com o título “Sex, lies and reality: desfazer os mitos da web 2.0″ (p.99), achei interessante uma frase que passo a citar: “Se os consumidores se estão a desenvolver e se o seu comportamento online está a mudar a forma como a sociedade funciona e a cultura se desenvolve, então as marcas precisam realmente de ter noção disto e usá-lo para sua vantagem”. Ou seja, as empresas têm que tirar partido da vertente social da web para conseguirem chegar mais facilmente ao seu público.
Quando uma marca começa a utilizar as redes sociais para ir ao encontro do target, há que saber criar empatia com os consumidores para que os mesmos lhe prestem atenção. De facto, é muito bonito isto das redes sociais, MAS no meio de tantas outras marcas que têm produtos iguais ou semelhantes, temos que nos saber distinguir dos outros. Para isso, há que ser interessante (ter conversas que realmente importam e não conversa aborrecida), falar directamente com o indivíduo e não falar para todos, esperando que alguém ouça, têm que saber avançar consoante os movimentos da rede, tendo uma participação activa e actualizada. Um erro frequente de muitas marcas é a utilização exaustiva dos seus logotipos. Ora, isso cria na mente do consumidor a percepção que a marca está ali para vender e não é isso que importa que o consumidor perceba. Convém que a marca se dê a conhecer pelas suas conversas participativas e não com o uso abusivo do logotipo e conversas de venda.
A web 2.0 permite saber muito sobre cada pessoa e, assim vai ajudar numa comunicação mais dirigida e acertiva. Para melhor conhecer as pessoas e oferecer produtos dirigidos existe o CRM (Costumer Relationship Management). Mas o CRM fica para outro post.
Até breve…
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